O Mercado do Ouro é uma edificação do final do século XIX, situado no bairro do Comércio e posicionado estrategicamente em um trecho da costa soteropolitana com condições favoráveis de atracagem de embarcações, o Mercado do Ouro surge com a função de estocar e escoar produtos pela Baia de Todos os Santos, como num trapiche. Construído em estilo neoclássico, originalmente, o mercado sofreu uma série de alterações durante sua história na sua fachada devido à sucessivos incêndios ocorridos em meados do século XX, compondo uma nova estética “art décor” nos trechos reconstruídos. Após o aterro de 1912, que afastou o mercado do mar, o mercado perde seu cais natural e passa ter que absorver gradativamente novas funções como salas comerciais e escritórios. Com a expansão da cidade para a região do Iguatemi nos anos 80, o bairro do Comércio sofre um grande esvaziamento e hoje é notória a crescente situação de abandono. Assim encontra-se hoje o Mercado do Ouro, abandonado e em avançado estado de degradação. Esta proposta surge como tentativa de recuperação deste conjunto arquitetônico para a cidade, já que a tempo vem se discutindo uma forma de reativação do bairro do Comércio para a cidade. Com o objetivo de transformar o Mercado do Ouro em um centro de referência da gastronomia e cultura baiana, a proposta sugere um complexo de restaurantes, aproveitando o restaurante hoje referência do mercado que é o Juarez, espaços de exibição, comercialização e valorização dos produtos da Bahia e um complexo de cursos profissionalizantes da cultura baiana. Os principais produtos serem oferecidos são as comidas típicas da culinária da Bahia, incluindo a sertaneja, comercializados de forma pronta nos restaurantes ou seus ingredientes num mercado de abastecimento. Como a culinária, cultura e religiosidade baiana tem como característica forte suas especiarias, os aromas, temperos, pimentas, chás, folhas e incensos, poderemos chamar o Mercado do Ouro de Mercado de Cheiros, daí o título Novo Mercado do Ouro: especiarias da Bahia.
Nome do responsável "antigo" : Familia Amado Batista
Nome do responsável "atual" : Carlinhos Brown
Tempo do estabelecimento:
1879 - Mercado do Ouro
2006 - Museu do Ritmo: 04 anos de existencia
Objetivo:
Museu do Ritmo foi enfrentar desafios para uma área esquecids, para resgatar tudo.
Mercado do Ouro:
Projetos Social:
Centro da Musica Negra
Projeto com parceria de Carlinhos Brown e estrangeiros
(Projeto de música negra)
Coodernador do grupo geral: Sr° Antenor
Escritório Patrimonial: Srª Antônia (secretária)
Administrador: Sr Carlos
SURGIMENTO:
O Mercado do Ouro, de propriedade particular, recebeu esse nome devido ao local, que era conhecido como cais do Ouro. Nessa época, o mar vinha próximo ao fundo do mercado. Lá, se encontrava de tudo um pouco: cereais, verduras, temperos, frutas, especiarias e ervas. Os clientes vinham de vários bairros da cidade para fazer compras no mercado.
FAMOSO FILÉ
O que ainda leva as pessoas a freqüentar o Mercado do Ouro são os restaurantes. A comida, caseira e barata atrai pessoas de todos os lugares. O cheiro irresistível que se espalha no horário do almoço, conquista fregueses que se tornam fiéis.
O Filé do Juarez, como é conhecido o restaurante dos proprietários Juarez Silveira, 80, e Felisberto Formigueli, 62, foi fundado em 1955 na parte interna do mercado. O box de número 110 começou como uma cantina, que servia almoços e ainda não tinha fama de oferecer o melhor filé.
O restaurante funciona na parte externa do mercado. Os anos de existência foi dando ao restaurante uma fama que atrai pessoas de várias classes sociais, clientes que não dispensam o filé na chapa em um sábado a tarde. Segundo informações, há clientes que são fiéis e não demoram de aparecer, sempre procuram pelo filé, que dizem ser o melhor do mundo. A clientela é diversificada, aqui come pobres, trabalhadores do local, empresários etc.
Mesmo decadente mercado do ouro, conserva a beleza arquitetônica dos prédios antigos de Salvador,
CAIS ABANDONADO
Fundado no século XIX, mercado do ouro reflete a imagem da decadência.
Mercado do Ouroja foi tema de samba enredo, em 1969 a música era iaiá do cais dourado, gravado no disco de estréia de Martinho da Vila.Passado mais trinta anos de homenagem, um dos poucos pontos frequentados do velho mercado, é o restaurante do Juarez, que funciona no local desde 1955, atraido pela boa comida. Bancários, empresarios e trabalhadores da area do comercio. Lotam o restaurante entre as 11 e as 15:00, mesmo horário que é possivel encontrar o dono para jogar um pouco de conversa fora. Os antigos clientes também matém a tradição de almoçar no restaurante e estão sempre indicando o filé do juarez para os marinheiros de primeira viagem." O filé nasceu poor um acaso", diz o Juarez Zenóbio da Silva", 75 anos. Nascido em Cruz das Almas e criado em São Feliz, Juarez conta que se reuniam com alguns amigos para beber e bater papo no mercado do ouro, onde ele trabalhava no armazém. Um dia, os amigos pediram que ele preparasse um tiragosto para uma turma e lá se foi mexer com a frigideira. " deixei cair o óleo demais na panela e o resultado foi que o filé ficou com uma casquinha crocante por fora, os amigos gostaram e batizaram de filé do Juarez.
O mercado do Ouro foi construído em 1879 por Francisco Amado da Silva Bahia. Na época o mar chegava até as escadaria do mercado que se chamava Cais Dourado nas imediações da atual Praça Marechal Teodoro. Especula-se que o nome Cais Dourado e depois Mercado do Ouro, se deve ao fato do local ter servido como entreposto da compra e venda do precioso metal mais historiadores como Cid Teixeira, não confirma a informação. Mais velho do que o mercado, mais importante e conhecido de Salvador, o modelo, cuja a primeira versão é de 1912, o mercado do ouro está quase deserto. Além do restaurante de Sr Juarez tem algumas empresas de venda de cloro.As pedras cabeça de negro é o proprio estilo arquitetônico do prédio não negam que ele pertecem a outro século. Assim como atestam o estado de abandono, em que eles se encontramSanta Luzia, de um nicho na parende, logo na entrada do mercado protege os poucos comerciantes que ainda se aventuram em ganhar o sustento naquela área. Sr Juarez diz que a decadência situou entre o final dos anos 70 e o começo dos anos 80 com a concorrência dos Shopping Center e Rede de supermercados. " Quando abrimos o restaurante, o mercado do Ouro, vendia de tudo, cereais, farinha do recôncavo, também tinha armazéns, diz. A reportagem tentou encontrar os atuais responsáveis pelo mercado mais a única informação que os comerciantes dão é que o mercado pertence a mesma familia que os contribuiu. " Com a falta de compradores, as salas foram feichando, os poucos que restam na áre estão inadimplentes, revelou o comerciante que pediu para não se identificar.


Nenhum comentário:
Postar um comentário